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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Um "olá" e o dia do amigo!

Nooossa, quanta teia de aranha por aqui! Faz tempo que não escrevia nesse blog... A primeira coisa a fazer foi tirar aquele layout bonito, porém sombrio daqui. Afinal, não precisamos de mais negatividade do que a que já recebemos todos os dias, não é verdade?

Não sei se isso é realmente um retorno, ou apenas uma vontade repentina. Não sou um blogueiro de fato e de direito, e há muito tempo não tenho tido vontade de postar aqui. Mas hoje é um bom dia pra relembrar esse espaço, porquê dia 20/07 é o dia do amigo!


Aqueles que estão sempre do nosso lado, que nunca nos abandonam, que sempre estão aqui pra nos dar apoio, que puxam nossa orelha quando é preciso, que nos aconselham, que nos consolam. Companheiros de risadas, aventuras, confusões, de belas palavras, e até mesmo de brigas, que são bem vindas, pois nos ensinam a bênção do perdão e da compreensão, e nos fazem crescer como pessoas. Não importa se é amigo de infância, de escola, de faculdade, ou se acabou de conhecer. Porquê no fim o que importa mesmo não é o tempo, e sim o que sentimos uns pelos outros. Portanto, feliz dia do amigo a todos os meus amigos, e a todos os amigos do mundo!


E um beijo especial pra Lorena (tu mesma Lolô =]), que me fez voltar a postar aqui. Sei que ela gosta muito de ler as besteiras que eu escrevo, então quando eu não postar por mim, será por ela, haha.


Um abraço, e até logo!


Música da noite: Mais Uma Vez - Legião Urbana

terça-feira, 10 de maio de 2011

Uma goleada e um jogo pra ninguém botar defeito!

Assim foi a partida de ontem, 9/04/2011, entre Remo e Tuna, pela 6ª rodada do campeonato paraense. Teve de tudo, pra todos os gostos: apagão de refletores, briga com bandeirinha, homenagem a jogador e até briga de outro jogador com sua própria torcida.

A partida começou sonolenta pelo lado azulino, e a Tuna, dizem, motivada pela declaração do zagueiro Rafael Morisco de que a lusa era a "pequena" dentre os grandes paraenses, entrou aguda no jogo. Tanto que Adriano Miranda, logo aos 2 minutos, acertou um chute de média distância e abriu o marcador: Tuna 1x0.

Aos 11 minutos, alguns refletores do estádio Evandro Almeida se apagaram. Questionado por repórteres, o juiz afirmou: "esperaremos 30 minutos. É o bom senso.". "E se não voltarem em 30 minutos?", perguntou o repórter. "Esperaremos mais 30 minutos. É o bom senso", papagueou o árbitro.

No entanto, não foi preciso esperar tanto. Após 22 minutos de paralisação, o jogo recomeçou. A pausa fez bem ao Leão, que entrou mais ligado no jogo. Tanto que 2 minutos mais tarde, Rodrigo Dantas foi derrubado na área pelo goleiro e ídolo da torcida remista Adriano: pênalti, cobrado com maestria pelo capitão Morisco. 1x1.

O jogo permaneceu truncado até o final da 1ª etapa. Enquanto a Tuna aproveitava-se das falhas de marcação adversária, o Remo assustava com as jogadas em velocidade de um dos jogadores com mais raça e vontade que já vi jogar: Jaílton Paraíba. E olha que ele nem é paraense, nem remista, nem nada. Só honra a camisa que veste, ganhando um salário que não chega a 5% do que ganham outros tantos jogadores sem vontade por aí. Depois não entendem quando a torcida os chama de "mercenários"...

Na 2ª etapa o Remo continuou melhor. Jaílton Paraíba, pelo grande esforço, saiu contundido e foi substituido por um GÊNIO da bola: Finazzi, que mesmo no alto de seus 37 anos esbanjou vontade de jogar. E o dia não era mesmo de Adriano: após mais uma falha da defesa cruzmaltina, o Paredão foi obrigado a derrubar Dantas na área. Segundo pênalti cobrado com perfeição por Rafael Morisco, um dos artilheiros do jogo: Leão 2x1, de virada.

Apenas alguns minutos mais tarde veio o lance de genialidade: Finazzi recebe a bola na entrada da área pelo lado direito, e tinha tudo para entrar e chutar pro gol. Mas não. Com uma visão de jogo, inteligência e experiência de poucos no futebol brasileiro, deu um passe pelo alto, encobrindo todos os zagueiros à sua frente, e entregando a Rodrigo Dantas, na esquerda, ficar cara a cara com Adriano e mandar pro fundo das redes: Remo 3x1.

Após o gol, seguiu-se uma confusão entre os jogadores da Tuna e o bandeirinha do lado direito, que cobria o lance. Culpa da arbitragem, fraca e confusa, pois o bandeira hesitou em correr pro meio do campo após o gol, e se enrolou na marcação junto com o árbitro, que acabou por dar o gol. A polícia teve de intervir, e o jogo ficou parado por uns 10 minutos. Após a confusão, Cristóvão foi expulso pelo lado tunante. Alguns minutos após o lance, o auxiliar desmaiou e foi atendido pelo médico remista. Sabe Deus o que houve com ele...

Jogador cruzmaltino reclama com o bandeirinha, que nem esboçou reação

Mais um lance inusitado após o gol de Dantas: Léo Rodrigues, o bom goleiro reserva do Clube do Remo, foi ao encontro do centroavante e o abraçou, apontando para ele e xingando a torcida. "Vão tomar no **, esse cara é bom! Tão vendo!? Esse cara é bom!", foi o que eu ouvi (o lance foi bem na minha frente, bem próximo do gradeado). Após, toda vez que ele passava se aquecendo próximo aos torcedores, esses o xingavam e berravam, pedindo que ele respeitasse a torcida do seu time. Concordo plenamente. Dantas é um jogador medíocre, tem deficiências visíveis no toque de bola, no posicionamento e na finalização. Só fez esses dois gols (o outro foi contra o Paysandu) porquê foi muito bem servido por seus companheiros. "Não fez mais do que a obrigação dele", comentou meu pai. O Léo foi muito infeliz, ainda mais do jeito que falou com a Fenômeno, que merece respeito.

Goleada no clássico lavou a alma dos remistas (Foto: Ney Marcondes )
Léo Rodrigues perde a compostura e dispara contra a torcida após gol de Dantas (ao fundo, com a boca aberta)

Após os 3x1, os volantes do Remo começaram a querer brincar na defesa. Foi o caso de Moisés, excelente jogador, mas que ontem foi abaixo de sua média. Em uma das suas, tentou driblar o atacante na lateral e perdeu a bola. O mesmo correu até perto da área e foi derrubado por Paulo Sérgio: falta. Após a cobrança, um bate e rebate se seguiu até que Bruno Prado completou para o fundo das redes de Lopes: 3x2. Adriano, bem à minha frente, nem comemorou. Sinal de que seu coração é indiscutivelmente leonino.

Sentindo o bom momento da Tuna, o esperto Paulo Comelli sacou Dantas para a entrada de Tiago Marabá. E não deu outra: a estrela deste belo jogador brilhou, e 1 minuto após sua entrada ele fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Rafael Granja completar para o gol: Remo 4x2.

Para completar a goleada, Marlon, no final do jogo, fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Rafael Granja, dessa vez de cabeça, fazer mais um: Remo 5x2. Essa, eu confesso: não sei se não estava impedido. No mínimo na mesma linha. Mas pra Tuna não era negócio reclamar... Fim de jogo, uma vitória com "v" maiúsculo, indiscutível. O "time pequeno" jogou como grande: com raça e disposição. Mas tecnicamente inferior, não conseguiu suportar o ataque azulino, que em sua melhor atuação na temporada aproveitou quase todas as chances criadas e meteu 5 no ídolo Adriano, que ainda evitou um vexame luso ao realizar ótimas defesas. Uma delas saindo da área, e, com a bola nos pés ao melhor estilo Rogério Ceni (salvo comparações, apesar de também já ter feito gols de pênalti e falta), driblando um jogador remista e chutando para frente.

Após o término da partida, presenciei uma das mais belas cenas da minha [recente] vida futebolística: o "Paredão", como é carinhosamente chamado pela torcida azulina, foi aclamado pela torcida de seu ex-time, que levou uma gigantesca bandeira com seu nome e caricatura para exibir no Baenão.

Bandeirão em homenagem ao goleiro

Com gestos de agradecimento e muito emocionado, o arqueiro de 35 anos foi um dos últimos jogadores a sair de campo. Por fim, jogou a blusa pra torcida - a preta, que usava por baixo da cruzmaltina, é claro. Já tinha sido bonito ver a torcida aplaudindo o ex-goleiro Evandro, que jogava pelo Independente, na partida da 7ª rodada do 1º turno. Mas isso foi maravilhoso. O carinho que todos nós temos pelo Paredão Azulino ultrapassa más atuações e mudanças de time. Tem a ver com identificação e entrega. Pelo mesmo motivo, Landú e Zé Augusto, mesmo não sendo jogadores excepcionais, são ídolos do Remo e Paysandu, respectivamente.

Aliás, com os boatos de que o goleiro Lopes estaria de saída para o Fortaleza após o campeonato paraense, surgem outros de que beneméritos azulinos (os mesmos que trouxeram o Finazzi, quem sabe?) estariam fazendo de tudo para trazer Adriano de volta. Será?

No mais, foi uma excelente partida, apesar do estado do gramado, que enfrentou uma pesada chuva na tarde de ontem. O público não foi grande coisa, pela chuva e pelo caos que estava a cidade ontem: apenas 5.000 pessoas. Apesar de que isso já é recorde de público lá do outro lado da Almirante...

Com a vitória, o Remo assumiu a liderança com 13 pontos, ao lado do São Raimundo, mas perdendo no saldo de gols. Dependeria do maior rival para terminar o 2º turno em 1º. Até parece... Peço perdão pelas poucas imagens, não encontrei muitas na internet desse jogo... Os fotógrafos ganham pra quê afinal? Da próxima, levarei minha câmera e tirarei eu mesmo.

Um abraço e até a próxima! Saudações azulinas!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O massacre no Rio e uma polêmica

Hoje a história humana escreveu mais um capítulo sangrento em sua existência. Foi o dia em que a sociedade brasileira deparou-se com algo que achava que só existia em outros países, como os EUA, onde o Bullying é frequente e explícito.

Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, entrou em uma escola no município de Realengo, interior do Rio, alegando que faria uma palestra. Por ter sido ex-aluno, já conhecido, sua entrada foi permitida. Adentrou uma das salas, sacou os dois revólveres de sua mochila e disparou contra dezenas de crianças inocentes. A maioria na cabeça, fazendo (até o momento) 13 vítimas fatais.

Os depoimentos dos sobreviventes são assustadores. Meninas de 12 anos contam, abaladas, como viram colegas de classe serem mortos bem na sua frente. O assassino trocou tiros com um policial e, após, tirou a própria vida. Uma tragédia sem precedentes na história do nosso país, e que nos leva a refletir sobre as razões que levam uma pessoa a cometer tal atrocidade. Teria um crime cometido com tanta frieza e covardia, justificativa? Não se sabe muito até agora sobre ele, só que seus pais morreram e ele morava com sua irmã, mas há cerca de 8 meses foi morar sozinho e mudou de personalidade, tornando-se recluso e antissocial.

Ontem mesmo, em minha classe na universidade, debatíamos sobre isso. Usamos como exemplo o caso daquele rapaz que, dirigindo bêbado em alta velocidade, bateu num carro e matou uma pessoa na 1º de dezembro um tempo desses. O juiz deu liberdade provisória a ele por ser réu primário, e muitos na sala ficaram revoltados com isso. Outros, no entanto, defendiam que o juiz estava certo, que o réu tem alguns direitos estabelecidos em lei, e que não podemos julgar alguém de uma vez, pois é preciso analisar diversos fatores, como ambiente, base familiar, etc.

Acho que o mesmo se aplica neste caso. Mas aí vem a pergunta fundamental: até que ponto a justiça deve ser benevolente com quem comete este tipo de crime, que supera o conceito de hediondo? Independente do que passou na infância, ou com sua família, que direito este homem tinha de tirar a vida de crianças inocentes, com todo um futuro pela frente? Se ele não tivesse se matado, com certeza seu julgamento seria uma nova comoção nacional, como foi o do caso Isabella Nardoni.

Em uma carta deixada pelo assassino, encontrada em suas roupas pelos policiais, Wellington fala com muito desgosto da raça humana, colocando os animais como seres que necessitam de proteção. Se diz também um ser puro, e que precisa que alguém ore para que Deus o perdoe por tal ato (clique aqui para ler a carta na íntegra). Até onde a psicologia explica isso? Até onde a assistência social cobre tal desequilíbrio? São perguntas que todos se fazem, e que nós, futuros juristas, teremos de responder no futuro. Espero que encontremos o ponto médio entre sobriedade e justiça; que não sejamos eufóricos ou frios demais a ponto de cometer injustiças.

Às famílias das vítimas, só posso desejar minhas sinceras condolências. Confesso que chorei assistindo alguns depoimentos, entre eles o de uma garotinha de 12 anos que segurava a mão da amiguinha no momento em que ela foi alvejada na testa, após ter dito a ela: "Não quero morrer!". É uma tragédia horrível que pegou a todos de surpresa, e que esperamos que nunca mais se repita.

Que Deus tenha todas as almas dessas inocentes cujo futuro foi interrompido de forma abrupta e cruel.

domingo, 27 de março de 2011

O maior goleiro-artilheiro do planeta e seus 100 gols!

Uma tarde quente de sol em Barueri, no interior de São Paulo. Bom clima na Arena que carrega o nome da cidade. Nas arquibancadas, duas torcidas rivais, opostas, representando dois dos maiores times do Brasil. Em campo, 22 jogadores pensando numa só coisa: a liderança do campeonato paulista. De um lado, descontração e muita confiança de uma equipe que vinha de ótima vitória sobre o Oeste, e que mantinha um ótimo tabu de 4 anos e 11 jogos sem perder para o adversário. Do outro, concentração e tensão de um time que vinha de derrota para o modesto porém bem montado Paulista, e cuja garganta estava entalada com o dito tabu . Provocações de um lado, cânticos de outro, tudo conforme um clássico da grandeza do "Majestoso", como é chamado São Paulo x Corinthians. Era o palco perfeito para um grande feito, uma marca histórica. Algo que os torcedores e espectadores jamais esqueceriam.

O Corinthians começou melhor, criando mais jogadas e sendo mais ofensivo. O São Paulo, quando chegava ao gol, pecava na finalização. Alex Silva e Miranda iam se virando como podiam lá atrás. O tabu ia se mantendo.

No entanto, aos 40 minutos, em linda jogada individual e uma categoria de atacante de seleção, Dagoberto, de fora da área, acerta um lindo chute no canto esquerdo do goleiro Júlio César. 1x0 Tricolor Paulista.

No 2º tempo, o Corinthians volta assustando. Em ótima jogada pela esquerda, Jorge Henrique recebe de frente para o gol tricolor, chuta e a bola resvala na mão de Alex Silva, enganando o goleiro. Indefensável para muitos. Mas aquele embaixo do arco não era qualquer um. O maior goleiro-artilheiro da história do futebol mundial, num ato de puro reflexo, já caindo, de mão trocada, faz ótima defesa e salva o gol de empate do Corinthians.

O São Paulo responde com Fernandinho, que faz ótima jogada à frente da área alvinegra e sofre falta no meio de 3 marcadores. O lado? Esquerdo, perfeito para um destro. A distância era ótima para quem bate colocado, por cima da barreira. Cobrador destro, que bate colocado por cima da barreira... Sim, a resposta não poderia ser outra. Tinha de ser ele: Rogério Ceni.

Ao avistar a oportunidade, eis que surge o MITO, caminhando calmamente de sua meta até o outro lado do campo, onde encontraria seu destino. A torcida sãopaulina vibra, ansiosa por comemorar o que seria um feito histórico: o 100º gol de um goleiro, batendo todos os recordes que nenhum outro jamais alcançou. A torcida corintiana fica aflita, sabe que o momento é excelente para o adversário, e que Júlio César, apesar de bom goleiro, apanha de suas próprias barreiras.

Mas Ceni nada tem a ver com isso. Pega a bola, beija, faz uma prece. Ajeita com carinho na marca delimitada pelo árbitro. Um pouquinho fora, na verdade. A barreira se ajeita, cobrindo o canto direito do goleiro alvinegro. O árbitro apita. O MITO corre em direção à bola, inclina o corpo para a direita e bate, de chapa, com curva, como manda o figurino. Milhares de olhos acompanham a esfera que viaja, viaja, lentamente, superando a barreira corintiana e voando em direção ao gol... Tantos são os sentimentos naquele momento, tantas são as coisas que passam pela cabeça de todos, em especial do cobrador daquela falta. O goleiro pula na bola, toca-a com os dedos, mas não é suficiente para desviá-la do seu curso. Aquele era o destino daquele pedaço de couro branco naquele dia: tornar-se o objeto do 100º gol do maior goleiro de todos os tempos. Ela ultrapassa a linha e morre no fundo das redes. Rogério Ceni, o MITO, o capitão do TRI brasileiro, BI da Libertadores, do Mundial Interclubes, e campeão do mundo com a seleção em 2002, explode. Ele, que sempre foi sereno após marcar seus gols, euforiza-se e sai correndo em direção à torcida. Gira a camisa no ar e comemora como se tivesse ganho a Copa do Mundo novamente. Os companheiros o abraçam, parabenizam, e ajudam-no a vestir sua camisa comemorativa aos 100 gols. Fogos de artifício no céu, gritos nas arquibancadas. Quase 5 minutos de comemoração, e o Capitão tricolor recebe cartão amarelo por atrasar o jogo. O mais feliz que já recebeu em toda a sua carreira.

Rogério gira a blusa dourada com a qual entrou em campo após a marca histórica

O Corinthians ainda tentou reagir e manter o tabu, e conseguiu diminuir com Dentinho, em jogada semelhante à de Dagoberto. Mas parou por aí. O dia era dele, do MITO, do MAIOR DO MUNDO, que ainda fez excelente defesa com a perna esquerda após bicicleta desengonçada de Liedson. O juiz, após 6 minutos de acréscimo, apita o final do jogo. Festa de mais de 17 milhões de sãopaulinos pelo país. Finalmente acontecia, após 20 anos de uma brilhante e vitoriosa carreira, o feito que viria para consagrar Rogério Ceni, o MITO, como o MAIOR GOLEIRO DA HISTÓRIA. Nem Dida, nem Júlio César, nem Taffarel, nem Zetti (de quem foi reserva durante anos), nem Marcos, nem Buffon, nem Van Der Saar, nem Casillas, nem Lev Yashin. Nenhum deles fez o que este jogador de 38 anos, um dos mais íntegros desportistas do mundo, fez. Pois suas mãos podem ter trabalhado firme e maestralmente, mas seus pés jamais conhecerão a habilidade que os de Ceni conhecem.

PARABÉNS ROGÉRIO MÜCKE CENI, pelo 100º gol de sua extraordinária carreira! Não há quem, independente do time, não se ajoelhe perante sua maestria!

O MELHOR DA HISTÓRIA É NOSSO! É DO SOBERANO!!

Parabéns nunca serão suficientes! VOCÊ É O MAIOR, ROGÉRIO!

Um abraço e saudações tricolores!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Uma excelente atuação e o 5º maior público do país!


Assim foi o jogo entre Remo e São Raimundo, pela 1ª Rodada do Campeonato Paraense 2011, no dia 24/01, no Baenão. O Fenômeno Azul, que lotou o Evandro Almeida, foi pra casa satisfeito. O time foi vibrante e conseguiu uma vitória maiúscula sobre a Pantera de Santarém - que vai virando freguês do Leão, desde o ano passado sem vencer nem um confronto sequer.

Torcida se amontoa para entrar no estádio pouco antes do início da partida

A parte mais deficiente do time no ano passado - a defesa - se mostrou muito bem postada e não tomou nenhum gol nestes 4 jogos que o Clube do Remo já realizou este ano (2 pelo Torneio do Suriname e 1 amistoso em Barcarena). Destaque para Rafael Morisco na zaga azulina.

Já outro setor bastante questionado, o ataque, exibiu melhoras consideráveis. Tiago Marabá foi um dos nomes do jogo, com ótimas jogadas em velocidade pelo lado direito e ótimos cruzamentos para a área. E foi num desses cruzamentos que Marlon subiu mais que toda a zaga da Pantera e abriu, de cabeça, o placar para o Leão Azul: 1x0.

Lateral-esquerdo chama a torcida após gol único do 1º tempo

No 2º tempo, ao contrário do que fazia no ano passado, o Remo continuou a pressionar a zaga do São Raimundo mesmo com o placar favorável. E a pressão deu resultado. Aos 27 minutos, após boa jogada de Marlon pela esquerda e cruzamento preciso, Elsinho, de carrinho, ampliou para o Filho da Glória e do Triunfo: 2x0

Azulinos comemoram o gol raçudo de Elsinho

A Pantera Mocoronga não oferecia riscos para o dono da casa, e mesmo assim o Remo continuou jogando pra frente. Rendida, a zaga dos visitantes não conseguiu evitar o 3º gol do volante San, de cabeça, após escanteio batido por quem? Ele mesmo, Marlon, o nome do jogo!

San, que junto com Marlon é um dos mais veteranos na equipe, beija o escudo do Remo após gol

O árbitro da partida foi bastante condescendente com os jogadores do São Raimundo, inclusive deixando de expulsar um deles após um carrinho por trás no jogador leonino. Mas no final do jogo, foi obrigado a dar o 2º amarelo para o camisa 14 da Pantera após falta dura no meio de campo.

Jogadores santarenos não se conformam com a expulsão aos 42 do segundo tempo

Além do posicionamento tático da equipe, cujo ataque não ficou em impedimento uma única vez, destaque para o seu preparo físico. Com uma média de idade de 21 anos, o time correu os 90 minutos inteiros, em especial os laterais Marlon e Elsinho e o atacante Tiago Marabá.

Outra notícia muito bacana foi a que descobri pesquisando os públicos da 1ª rodada dos principais campeonatos estaduais do país (paulista, carioca e gaúcho; o mineiro ainda não começou): o público deste jogo foi o 5º melhor dentre todos os outros, ficando atrás apenas de Corinthians, Fluminense, Grêmio e Botafogo! Vasco, São Paulo, Internacional, Santos, Palmeiras e até mesmo o Flamengo foram decepcionantes em suas estreias. Confiram o ranking que montei:

1º - Corinthians 2 x 0 Portuguesa - Público: 22.472

2º - Bangu 0 x 1 Fluminense - Público: 19.206

3º - Grêmio 2x2 Lajeadense - Público: 15.272

4º - Botafogo 2 x 1 Duque de Caxias (20/01/2011) - Público: 14.305

5º - Remo 3x0 São Raimundo (24/11/2011) - Público: 11.196

6º - Palmeiras 0x0 Botafogo-SP - Público: 7.043

7º - Flamengo 2x0 Volta Redonda (19/11/2011) - Público: 6.881

8º - Vasco 0 x 1 Resende (19/01/2011) - Público: 6.305

9º - Mogi Mirim 0 X 2 São Paulo - Público: 5.166

10º - Linense 1 x 4 Santos - Público: 4.875

11º - Cruzeiro-RS 1x0 Internacional - Público: 892 (!!!)

Isso porquê a capacidade do Baenão foi reduzida. Não fosse por isso, será que teríamos ultrapassado Botafogo e Grêmio?

Meus sinceros parabéns à Fenômeno Azul e ao time do Clube do Remo! Que continuemos com essa garra e sintonia até o final da temporada, e se Deus quiser essa série D já é nossa!


Aplaudam a Fenômeno e sejam aplaudidos, guerreiros!

Abraços e saudações azulinas a todos!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Muito drama, muita emoção e a vitória!

Assim pode ser definido o jogo do título que acaba de conquistar nesta tarde a Tuna Luso Brasileira. A águia guerreira do Souza ficou em 1º lugar na 1ª fase do Campeonato Paraense 2011, e classifica-se assim à 1ª divisão do mesmo, juntamente com o Castanhal. Sou remista de coração, mas confesso que torci muito pela equipe, pois considero que uma força incontestável do futebol paraense E nacional não pode ficar de fora da divisão de elite do nosso futebol.

A situação hoje, antes da última rodada, era a seguinte: Castanhal em 1º lugar, com 13 pontos; Ananindeua em 2º, com 12 pontos e Tuna em 3º também com 12 pontos, porém perdendo no saldo de gols. Precisava ganhar e torcer por um empate ou derrota de um dos times à sua frente, já que só há duas vagas para a 1ª divisão. O Ananindeua jogou com o Time Negra (ou "Papão B", como alguns chamam, por se tratar de um projeto de base do Paysandu - fracassado, por sinal), último colocado e já rebaixado para a 2ª divisão. Um time sem qualidade e perspectiva de coisa alguma, mas que segurou um empate heroico (olha a nova ortografia aí, gente!) contra a Tartaruga do ex-Leão e injustiçado Landú. A mesma coisa o Sport Belém contra o Castanhal. Agora só dependia da Tuna ganhar lá em Mãe do Rio do Santa Rosa, também rebaixado.

O jogo, que começou com 20 minutos de atraso, foi muito tenso, com a Tuna precisando da vitória para se classificar e o Santa para se escapar do rebaixamento. O 1º tempo passou em branco. No 2º, aos 19, pênalti para a águia do Souza. Fininho (se apresenta no Remo segunda feira) bateu e abriu o placar: 1x0 Tuna.

Mas a alegria cruzmaltina durou apenas 1 minuto. Num contra-ataque fulminante, o Santa Rosa empatou a partida. Tudo igual no Jãozão.

Com todos os outros jogos da rodada encerrados e os olhos voltados para este jogo, a Tuna seguia pressionando pelo gol da vitória, da classificação e, com o empate dos dois rivais, do título. Chegava à frente da área e chutava para fora. 42 minutos e nada. O juiz deu 3 minutos de acréscimo. É então que, aos 47, o meia Giovane faz o tão esperado gol da vitória. Tuna 2x1 Santa Rosa. É festa no Souza hoje!

Meus sinceros parabéns à equipe, que começou perdendo para o Castanhal e apresentando um futebol medíocre, mas que cresceu na competição e com muito foco e raça, chegou a esse título, e o mais importante, à classificação. Mostraram porquê tem uma torcida reduzida, porém fiel, no estado do Pará.

Que consigam excelente classificação no Parazão 2011! Campeão infelizmente não serão, porquê essa taça já é do meu Leão - mas vai ser bom não ver um RePlay na final, só pra variar.

Abraço, e até a próxima!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A crise do PanAmericano e o reconhecimento de Silvio Santos

Recentemente, o mercado financeiro do Brasil foi sacudido por uma notícia surpreendente: o banco PanAmericano, pertencente ao grupo Silvio Santos, havia sofrido um golpe e estava com um rombo de mais de 2,5 bilhões de reais. A repercussão foi imediata. As ações da empresa caíram, investidores perderam dinheiro e aqueles que dependiam financeiramente do mesmo entraram em desespero. Afinal, a quebra de um banco do porte do PanAmericano seria desastrosa para a economia nacional e - por quê não? - sulamericana. "Seria", pois o banco não faliu. Para cobrir o rombo, o empresário Silvio Santos reuniu suas outras várias empresas (Baú da Felicidade, SBT, Jequiti, etc) e ofereceu como garantia para conseguir um empréstimo, a ser pago em 10 anos.

Para muitos jovens de até 30 anos, como eu, que já nasceram ouvindo falar do Silvio e sabendo de seu patrimônio, é no mínimo estranha a frase "Silvio Santos está pobre". Claro que a verdade não é bem essa, mas que ele agora possui uma dívida gigante sobre os ombros, possui. Após declarar que "quem pagar a dívida leva o SBT", especulações já foram feitas, inclusive a de que Eike Batista, o maior bilionário do Brasil, estaria interessado em adquirir a empresa. Os parentes de Silvio estão sendo demitidos do grupo SS, e a moral do empresário certamente deve estar em baixa.

Agora há pouco, no entanto, li uma notícia que muito me alegrou: a de que telespectadores estariam oferecendo mensagens de apoio e ajuda financeira ao apresentador, que já recebeu dezenas de e-mails e cartas. Duas delas:

"Pessoal do SBT", começa a primeira mensagem, "Peço que mandem uma conta do Grupo SS para que eu possa depositar um pouquinho das minhas economias para ajudar o Silvio que tanto tem ajudado o povo sofrido. (Assinado Jorge)"

"Silvio você é o cara. Já ajudou muita gente e agora é nossa vez de ajudar." (Adriano, via hotmail)

A matéria completa você pode conferir aqui: UOL Notícias

Me alegra em ver que o povo brasileiro, mesmo com sua simplicidade e não estando em plenas condições de ajudar ninguém, queira ajudar a salvar da falência um poderoso empresário. Explico: Silvio não é um milionário qualquer. Não nasceu rico, nem ganhou na loteria nem herdou uma grande quantia. Pelo contrário. Todos sabem qual foi uma das primeiras profissões do apresentador: camelô. Um homem simples, que veio de baixo, e começou sua carreira em uma continuação da extinta TV Tupi, que agora lhe pertence, a SBT (que até então, antes do seu programa de auditório, não era notável).

A TeleSena, o Baú da Felicidade, todos são formas de ganhar dinheiro, é verdade. Mas as pessoas se sentem agradecidas por terem esse tipo de programa. Do Teleton, então, nem se fala. O carisma do apresentador não é um falso, temporário, como o de José Serra. Ele realmente gosta de estar com as pessoas, se diverte, e é feliz no que faz - e não apenas pelo dinheiro. Tanto que até transferiu este sentimento para o novo slogan da Rede Televisiva: "SBT: A TV mais feliz do Brasil".

Falem o que quiser de Silvio Santos, mas que sua credibilidade e reconhecimento pelas massas são enormes, são. E Vox Populi, Vox Dei. Esperem pra ver se aconteceria o mesmo caso uma das filiais da Globo falisse. Nada! Uma emissora elitizada, que defendeu a ditadura militar e lavou as mentes do povo para que elegessem Collor de Mello e que hoje fala em "liberdade de imprensa" jamais teria uma prova deste reconhecimento que Silvio está tendo agora.

Isso me lembra as teorias do nosso querido Maquiavel, que dizia que, em certos casos, é melhor ser temido do que amado. Bom, se há casos em que isso é verdade, não discutirei aqui. Mas nesse específico, a repressão, a tortura e o despotismo da ditadura (patrocinada pelas Organizações Roberto Marinho) geraram sentimentos que em nada se comparam aos que Silvio conseguiu despertar na população brasileira. A ditadura conseguiu terror, e não respeito; Silvio conseguiu amor e respeito ao mesmo tempo. E agora, José Nicolau?

Portanto, deixo aqui meus sinceros parabéns a um dos maiores empresários desse país, e que conquistou esse povo maravilhoso através de seu carisma e suor (assim com um dos meus maiores ídolos , o Tio Patinhas!). Que o grupo Silvio Santos se reerga e que o SBT não tenha de ser vendido, e que o nosso apresentador preferido continue proporcionando tardes de entretenimento [a quem assiste o programa] - e muitos Top Fives do CQC.

Um abraço, e até a próxima!

sábado, 2 de outubro de 2010

Três de outubro e as eleições no Brasil

Pois é, pessoal. Amanhã, dia 3 de outubro, é dia de elegermos nossos representantes pelos próximos 4 anos. Presidente, governador, senadores e deputados. Todos fichas limpas! ...Ou não?

A população bem que tentou. Reuniu assinaturas e enviou ao Congresso, que aprovou. Mas agora a discussão é se a lei da Ficha Suja será usada ou não nestas eleições. Enquanto isso, as votações transcorrerão normalmente amanhã. A candidatura de Jader Barbalho, dono do Pará, prossegue intocada, afinal.

Aliás, como vão as pesquisas mesmo? Mais de 50% das intenções de voto pra senador, não é isso? Político mais votado do estado? Novidade... Diz um professor meu do cursinho: "gente, o povo merece sofrer. É, porquê votam no Jader! Não têm discernimento? Não sabem que coisas ele fez? Sabem sim... E mesmo assim votam".

Amanhã é dia de votar consciente, galera. Votar em pessoas preparadas, que tenham propostas, e que não vão pro debate só pra criar picuinha. Reflitam bem, e principalmente olhem para trás. Quem já passou 12 anos no governo do Estado? Quem passou 4? Que partido passou 8 anos na presidência privatizando empresas, aumentando a inflação e a dívida externa? E que outro partido passou esses mesmos 8 anos zerando os juros da dívida, deflacionando e estabilizando a economia e fazendo da Petrobrás uma das maiores empresas de energia do mundo? Pois é.

É preciso votar com inteligência. Se acharem que determinado candidato é o melhor pro governo do estado ou do país, votem em deputados e senadores de mesmo partido, ou de partidos coligados a ele. Não adianta eleger um presidente de um partido e um governador da oposição, porquê a coisa não flui. O ciúme e as disputas políticas fazem com que um ate as mãos do outro. E aí ninguém faz nada.

Não tenho medo de dizer, e acho que é até desnecessário, pois já devem ter percebido: voto na Dilma sim. Não pela pessoa que ela é, mas pelo partido. Se a proposta é continuar o melhor governo que o país já teve, então ela tem o meu voto. Não tenho nada contra a Marina, mas ela me decepcionou muito ao apoiar a usina de Belo Monte. Acho sua construção extremamente discutível, inclusive na questão necessidade. Em contrapartida, os prejuízos ambientais e culturais são enormes. Pelo partido a que ela pertence, acredito que ao menos questionado a usina ela deveria. A não ser que o PV não seja mais defensor do uso sustentável e preservação do meio ambiente. Porque aí tem que mudar de nome, né?

Não sou petista ferrenho, apenas Lulista ferrenho. Gosto muito dos ideais e dos candidatos do PSOL. Tanto que não me importo que o Edmilson tenha saído do PT, votarei nele sempre. Nem se compara sua gestão de Belém à atual de Duciomar.

Nossa história política de eleições diretas é recente, gente. Tivemos Sarney, Collor (que de tão bom foi deposto) e FHC, todos de partidos de extrema direita. Nossa economia, que já vinha afundada desde a ditadura, sofreu golpes ainda maiores, com privatizações de empresas estatais e aumento da inflação. Nem quero pensar o que aconteceria no Brasil se fosse o PSDB a estar no governo durante a recente crise capitalista.

Digo tudo isso de consciência tranquila, pois não é politicagem. São fatos. É só comparar e atestar.

Abraço, e bom voto a todos amanhã!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Copa do Mundo e o poder do Twitter

Pois é, galera! 2010, tempo de Copa do Mundo na África do Sul! Que, aliás, marca a primeira vez que o país sede não passa da primeira fase do mundial. Uma pena... As seleções africanas em geral decepcionaram. Não esperava por isso. Achei que Gana, Costa do Marfim e Camarões fossem passar, têm bons jogadores. Especialmente Gana, cuja seleção sub-20 é a atual campeã do mundo, vencendo o Brasil na final nos pênaltis ano passado. Aliás, acredito que muita gente desconheça, mas sabem quem estava nesse time? Paulo Henrique Ganso. Neymar estava na seleção sub-17, que foi eliminada na 1ª fase.

Hegemonia total do continente americano! Uruguai, Argentina, Brasil, Chile e Paraguai são líderes de grupo, além do México, que se classificou também, e com méritos - tá jogando muito! Já as seleções europeias não empolgaram. França, eliminada na 1ª fase sem vencer ninguém. Alemanha, goleada sobre a Austrália e derrota pra Sérvia. Inglaterra empatou com a Argélia, que é um dos times mais fracos do mundial. Espanha perdeu pra Suíça, e Itália não passa de dois empates. Só Portugal parece ter feito um grande resultado: 7x0 sobre a Coreia do Norte, maior goleada da copa até aqui. Mas não se enganem: a Coreia que jogou contra Portugal foi muito inferior à que jogou contra a nossa seleção.

Um resultado merecidíssimo para a França aliás, não só ao meu ver como ao de muita gente. Especialmente na Irlanda, que perdeu nas eliminatórias por causa de um gol de mão de Thierry Henry. O grupo veio para a copa desacreditado e totalmente desunido, sem coerência e com muitas brigas internas. Anelka foi afastado após discutir com o técnico, Raymond Domenech, que não quis cumprimentar Parreira após a derrota para a África do Sul de hoje! Disse que o brasileiro havia criticado a seleção francesa no decorrer da 1ª fase, e que eles não mereciam estar ali. Parreira disse nem se lembrar de falar da França. Eu hein...

Sem dúvida, Espanha, Holanda e Alemanha ainda não fizeram grandes resultados, mas vão despontar nas próximas fases. Têm excelentes seleções.

Mas ainda assim, acredito numa final Brasil X Argentina. Estão jogando muito, os nossos hermanos! Messi é realmente um excelente jogador. Sabe o que fazer com a bola. O calcanhar de Aquiles dos nossos rivais, no entanto, é exatamente o ponto forte do nosso time: a defesa. Temos o melhor goleiro do mundo, o melhor zagueiro do mundo (Lúcio) e o melhor lateral direito do mundo (Maicon), enquanto Maradona conta apenas com o vazado Demichelis. Quem manda deixar de convocar Javier Zanetti, atual campeão da Liga dos Campeões pela Inter de Milão, e que fazia a dupla de zaga com Lúcio, constituindo uma defesa totalmente impenetrável no time italiano? Como diz o "craque" Neto: é brincadeira...

Meus palpites: Espanha e Holanda irão muito bem nessa copa, obrigado. Mas Paraguai, Chile, Uruguai e México podem surpreender. Os times europeus e a Argentina que se cuidem! Nossa seleção está muito bem, e Kaká vai calar a boca de todos os corneteiros nos próximos jogos. Podem escrever. O hexa pode ser nosso, sim!

E a galera do Twitter, hein, gente? Mandando ver na encheção de saco ao Galvão! Que, aliás, é só uma retribuição; ô cara chato, meu! Narra até velório! Ninguém merece. Prefiro até ouvir o Neto ficar dizendo o tempo todo que o cara tem que bater de chapa do que ele.

Mas o melhor mesmo é o CALA BOCA TADEU SCHMIDT, criado logo após a briga de Dunga com a Globo, em que o treinador brasileiro peitou a emissora, que queria entrevista exclusiva e tudo. Aos que não estão a par, situar-los-ei: numa entrevista coletiva após o jogo contra a Costa do Marfim, Dunga falava sobre a atuação de Luís Fabiano, quando o repórter Alex Escobar, da rede Globo, fez uma careta e um sinal de negativo com a cabeça. Dunga parou a resposta e perguntou a ele: "Algum problema?". Ao receber um "não, nenhum" como resposta, disse: "Ah bom. Pensei que tinha". O problema é que logo após, Dunga ficou um tempo calado e depois proferiu uma série de palavrões ao repórter. Bem baixinho, mas que foi pego pelo áudio do microfone (muito provavelmente de forma intencional).

Em outra ocasião, Fátima Bernardes tentou uma entrevista exclusiva com a seleção, alegando que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, havia permitido. Dunga negou, dizendo que quando fosse dar entrevista, seria para todos. E que se Ricardo reclamasse, ele entregava o cargo na mesma hora. Tadeu Schmidt, jornalista da Globo, leu então um discurso durante o programa "Fantástico" totalmente inflamado de críticas a Dunga, e sobre como tudo o que ele faz é uma "afronta ao direito de livre imprensa do país". O pessoal do Twitter, num ato de pura consciência crítica, como muito se duvida que haja nos brasileiros, não engoliu essa; tascou um CALA BOCA TADEU SCHMIDT no 1º lugar dentre os tópicos mais falados no mundo todo, e ainda está promovendo uma campanha: o Dia Sem Globo, que consiste num boicote durante 24h à emissora mais manipuladora desse país. Ela acontecerá no dia 25/06, sexta-feira, mesmo dia do jogo entre Brasil X Portugal. Para mais informações, a tag no microblog é #DiaSemGlobo

Só lembrando aos navegantes que os canais da rede SporTV!, exibidos na TV fechada, também pertencem à Globo. Portanto, pra quem for participar, assista ao jogo somente na Band ou na ESPN. E não estão perdendo muito não, viu? Tirando o Milton Leite, que pra mim é o melhor narrador de jogos de futebol do país (super simpático e muito engraçado narrando), e o Lédio Carmona, que é um dos poucos comentaristas com cérebro na televisão, não tem nada muito melhor lá que Galvão Bueno e Júnior. Aliás, tem um comentarista que consegue ser pior que o Júnior e o Casagrande juntos: Paulo César Vasconcelos. Corneta é com ele mesmo! Falou mal de todos os jogadores da seleção o jogo todinho, só parando na hora dos gols. Mas logo depois, ele voltava a falar mal de novo. Pra ele, se substituírem o Kaká pelo Landu do Remo, não vamos sentir diferença alguma. Até meu primo se irritou, e soltou um: "Desce lá e joga, bonzão!". True.

É isso aí. Como um cara lá no Twitter disse, se o brasileiro se unisse pra fazer algo de bom ao invés de ficar Twittando, o país seria bem melhor. Mas ces't la vie, não é mesmo?

Um abraço, e vibrem muito com a nossa seleção!

BRASIL RUMO AO HEXA!

terça-feira, 20 de abril de 2010

A narração e a imaginação

Hoje no cursinho a minha professora de redação começou sua aula dando alguns conceitos básicos sobre esta nobre arte chamada escrita. Ao falar sobre os textos de caráter narrativo, ela citou as duas pessoas do singular comumente usadas para o narrador: a 1ª e a 3ª pessoas. Na 1ª, o narrador participa da história; portanto, é narrador-personagem. Na 3ª, ele não o faz, de modo a ter total ciência de todo o enredo em seus mínimos detalhes. Mas ao fazer isso, ela excluiu uma das pessoas: a 2ª. Excluiu "você".

Você mesmo, leitor, que está neste momento lendo o que eu escrevo. Nunca ouvi falar, e portanto nunca li, uma história que tenha sido escrita em 2ª pessoa. Talvez porquê não haja, ou porquê não seja a preferência da maioria dos escritores. De fato, é um tanto complicado de imaginar: o que seria um texto escrito em 2ª pessoa? Na 1ª, estou narrando um fato que acontece comigo; na 3ª, estou descrevendo um fato que está ocorrendo à minha frente, mas sobre o qual eu não interfiro. Vejo-o, mas não ajo sobre ele. Na 2ª pessoa seria, portanto, como se eu estivesse "controlando" a personagem da história. Mas não uma personagem criada por mim, e muito menos eu mesmo. Esta personagem só poderia ser você, a pessoa que está lendo o texto. O narrador, portanto, criaria uma história, com lugar e tempo definidos (tempo é opcional), e faria com que ela interagisse com o leitor de modo a fazê-lo entrar na história e interferir com ela. "Mas como isso é possível, já que as histórias são escritas e não se pode alterá-las?", você pode perguntar. Mas será que não se pode mesmo? Vamos tentar?

Abaixo escrevi uma pequena narrativa [supostamente] em 2ª pessoa. O espaço e tempo são definidos ao decorrer da história, e a personagem não possui nome ou características fixas, pois trata-se de você, leitor. Tentarei fazer com que você penetre na história e, baseado em pontos mutáveis da mesma, faça-a moldar-se ao seu gosto. Portanto, ajude-me e use a imaginação, pois sem ela isso não será possível. E não ligue pras várias e irritantes repetições do pronome "você".

"Anoitece. Você se encontra agora envolto em uma névoa densa e escura. Um brilho aperolado, que qualquer astro senão a lua seria incapaz de emitir, é sua única fonte de luz para guiar-lhe o caminho. Questione-se. 'Onde estou?'. Nobre pergunta-padrão da curiosidade humana. Ao olhar ao redor, você vê árvores com galhos já um tanto apodrecidos pela umidade do local. No chão, a grama lamacenta indica a presença de charcos próximos. Os coaxos de sapos e os zumbidos das libélulas disputam espaço em seus ouvidos, mas perdem para o ensurdecedor silêncio da noite. Suas narinas, no entanto, não têm problemas em identificar o cheiro de mofo e madeira encharcada. É isso, seus sentidos não podem mais enganá-lo: você já sabe onde está.

Continue andando. De repente, o silêncio da floresta é cortado pelo barulho mais horrível que você já ouviu na vida. Sim, de fato você já ouviu este barulho antes. Talvez ele o assuste, mas também o intriga; você resolve ir atrás da fonte deste ruído. Você agora corre através de folhas secas e poças de lodo, até encontrar uma pequena cabana abandonada no meio do nada. Questione-se. Que perguntas faria a si mesmo a respeito disso? Não importa, pois você não terá as respostas. Ou pelo menos não do lado de fora da cabana; é então que resolve adentrá-la.

Você chega perto da casa e a observa. Seu estado, sua cor. A porta, com a maçaneta dependurada, logo é aberta. O cheiro de fungos dos mais variados tipos e idades o asfixia; o ar aqui certamente não é puro. Mas depois de um tempo, o ar de fora mistura-se com o de dentro e você se acostuma. Tirando a luz do luar, não há nenhuma fonte de luz próxima, e você tem dificuldades para enxergar o interior da residência. Passados alguns minutos, no entanto, suas pupilas se dilatam e você adquire esta capacidade. Olhe ao redor. Nas paredes laterais à porta, desenhos infantis que lhe são muito familiares. Na mesa central da sala há um vaso de flores já mortas, e uma série de silhuetas retangulares são cobertas por um pano de sua cor favorita. Você caminha até ela e retira o tecido; portarretratos são revelados. As fotos, já desgastas pela umidade e poeira, são pouco visíveis, mas você as reconhece mesmo assim. Já as viu na casa em que esteve no dia mais feliz da sua vida. E os desenhos? Você os olha novamente; estremece. São idênticos à sua grafia. Sente um súbito desejo de ir embora, mas no pequeno cômodo, que é o único da casa, há ainda um móvel para ver: um grande armário no canto da sala.

Você reluta. Questione-se. 'Que pode haver lá dentro?' Você sabe que essas e outras perguntas só serão respondidas quando você o abrir. Tomado por um misto de receio e curiosidade, você caminha lentamente em direção a ele. As tábuas soltas da casa rangem; o ar se agita; a porta atrás de você se fecha; o cheiro de mofo invade-lhe novamente as narinas e o sufoca. Mas você já não liga. Está tomado pela instigação, pela vontade de satisfazer sua mais profunda ânsia de saber, que já levou tantos e tantos homens a glórias e também a infortúnias. Seus olhos já se acostumaram com a ausência de luminosidade; seus pulmões não necessitam mais de ar. Seu único combustível é a sede de conhecimento. Suas mãos, trêmulas, seguram os fechos da porta do armário, prontas para abri-lo. Mas isso não é necessário.

Subitamente, as janelas e a porta da casa se abrem. Vagarosamente, e então, de supetão, as portas do móvel se abrem, e lá está o que você tanto quis ver. A coisa mais assustadora que jamais lhe ocorreu imaginar, mas que parece estranhamente familiar. Questionar-se? Não há tempo; o pavor já tomou conta de você. Suas suprarrenais já injetaram tamanha quantidade de adrenalina em suas veias que a alternativa a sair correndo é ter um ataque cardíaco ali mesmo. E é o que faz. Por poucos segundos você viu aquela coisa, mas foram o suficiente para que ela se fixasse em sua mente. E à medida que você se afasta daquele local, deixando sapos comedores de libélulas atolados nos charcos, a casa vai tranquilamente voltando ao seu normal; portas fechadas, portarretratos sobre o pano tingido, o ar nitroso. A lua é encoberta por nuvens espessas, privando-o da certeza do caminho que percorre. Mas você não liga. Só quer se afastar o máximo possível daquele local."

Vê a dificuldade que é criar um texto desse tipo? Por mais que eu tenha tentado mergulhá-lo na história, é quase impossível não controlá-la nem que seja um pouco. Mas a essência acho que consegui. Pontos como o local onde está, a aparência da casa, das roupas que você está vestindo, dos desenhos na parede, da cor do pano, das fotos nos portarretratos, do aspecto do "barulho horrível", e o mais importante, da coisa "mais assustadora que já viu na vida", são cruciais pra história, e ao mesmo tempo subjetivos, pois não são descritos pelo autor, forçando o leitor a imaginá-los e defini-los. Em situações normais, por exemplo, seria preciso explicar o que foi "o dia mais feliz da sua vida". Mas como se trata de você, só você mesmo sabe ;)

Pra mim, uma narrativa em 2ª pessoa seria mais ou menos assim. Achei divertido. E você?

Um abraço, e até a próxima!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

As várias faces do humor brasileiro e sua história

No último sábado, dia 10 de abril, estreou na Record o "Legendários", um programa humorístico que promete concorrer com o Zorra Total, da Globo, exibido no mesmo horário.

Durante o programa, o Twitter do mesmo ficou exibindo as várias mensagens enviadas por pessoas ao redor do país elogiando os quadros e atuações dos seus participantes. Basicamente, a Record trouxe diversos personagens da MTV e juntou todos num programa só. É o caso de Marcos Mion, Mionzinho, os integrantes do Hermes e Renato e João Gordo.

Logo no início do programa - e isso foi sendo repetido pelo Mion ao decorrer dele -, foi dito que ele pretendia uma inovação na TV brasileira, sem as mesmices de se colocar mulheres seminuas rebolando na tela ou quadros com apelação sexual. Ótimo, né?

Bom, não foi o que aconteceu.

Foi realmente um sarcasmo muito bem empregado do Mion, pois a primeira coisa que fizeram questão de mostrar foram as mulheres de biquíni e o quadro com temas super interessantes, como impotência sexual e ejaculação precoce.

Sinceramente, eu não vi graça nenhuma naquele programa. Não teve inovação alguma. Aliás, até quadros do antigo programa do Mion eles aproveitaram, como a dublagem de músicas feitas com o Mionzinho. As piadas são velhas e forçadas.

E é por isso que é hora de falar sério. Não estou aqui simplesmente pra criticar um e defender outro, e sim pra analisar os nossos atuais programas humorísticos.

A começar pelos mais antigos, como Casseta e Planeta, Zorra Total e Praça é Nossa. O primeiro sempre baseou suas piadas em apelos sexuais ou políticos, mas hoje está ainda pior, reciclando piadas já recicladas; o segundo, a mesma coisa; o terceiro, vez ou outra, graças à simpatia do Carlos Alberto de Nóbrega, produz algo decente. Mas no geral não empolga.

Pânico na TV, programa idolatrado por muitos acéfalos e incultos, é um típico exemplo do que faz sucesso no Brasil: totalmente baixo, com quadros como mostrar mulheres de biquíni na praia, fazer um cara gordo ser torturado pra que todos riam dele ou fazer pessoas se passarem por idiotas em rede nacional. Uma vergonha, como diria o provavelmente expectador desse programa, Boris Casoy.

Na verdade, até os veteranos do humor no Brasil andam se saindo melhor (ou menos pior) que os atuais. O Show do Tom, por exemplo, conta com duas figuraças do nosso país: Tom Cavalcante e Tiririca. Até a nossa geração teve a oportunidade de ver Tom Cavalcante quando era menor. Ao lado de Chico Anísio, Golias e Nair Belo é um dos maiores gênios nessa área, indiscutivelmente. E o Tiririca, apesar de usar as mesmas piadas de sempre, tem crédito, pois tem um jeito muito engraçado.

CQC, é, de fato, um dos poucos programas que se salva dentre os humorísticos. Claro que ele não é perfeito. Por vezes faz um humor de mau gosto, como procurar humilhar pessoas (exemplo: os políticos, que apesar de safados, ainda assim são pessoas) para produzir risadas. Isso de fato não é legal. Aliás, isso é da própria personalidade do Rafinha Bastos, já perceberam? Sempre que tem a oportunidade, ele fala mal de alguém. E se acha hilário por isso. Mas no geral, as piadas do programa são inteligentes, voltadas a pessoas com um mínimo de conhecimento cultural e consciência social. Dizer que Legendários ou Pânico será algum dia melhor que esse programa é uma tremenda idiotice.

Mas apesar de ser o melhor, o CQC não conta com o melhor humorista em exercício atualmente no nosso país: Marcelo Adnet. Quem assiste os programas do qual ele participa na MTV (sobreviveu às garras da Record, ufa!) sabe a qualidade que ele tem. O carisma, o jeito com as palavras, a capacidade de improvisação, e mesmo o talento e cultura que ele possui são inigualáveis. Qualquer programa que tenha ele já é promessa de sucesso. Tem ou terá, sem dúvida, seu lugar dentre os grandes do humor nacional.

Portanto, vamos mostrar que nós, brasileiros, não somos como esses BABACAS pensam que somos: burros, incultos e esquecidos. Façamos por onde para melhorar o nível dos nosso programas humorísticos, e não ficar assistindo porcaria na TV.

Um abraço e até a próxima!

segunda-feira, 22 de março de 2010

The Notting Hillbillies e o Country/Soft Rock

Venho aqui postar um CD de uma banda que acabei de conhecer e ouvir: The Notting Hillbillies!

Na realidade um projeto realizado no fim dos anos 80 por nada mais nada menos que Mark Knopfler, guitarrista, vocalista e líder dos Dire Straits, The Notting Hillbillies lançou seu primeiro e único álbum, "Missing... Presumed Having a Good Time" em 1990. Os outros integrantes são Guy Fletcher (teclado e vocais) Steve Phillips (guitarra e vocais), Brendan Croker (idem), Ed Bicknell (bateria), Marcus Cliffe (baixo), Chris White (sax) e Paul Franklin (Pedal Steel Guitar, uma espécie de guitarra em que se usa um bastão para tocar ao invés dos dedos. Presente na maravilhosa composição "Your Latest Trick", do próprio Dire Straits).

Por algum motivo, nem todos os membros da banda aparecem na capa... Mark é o 2º da esquerda pra direita.

Seguindo a linha do Country/Soft Rock, ao estilo dos Eagles, The Notting Hillbillies conseguiu, sob a maestral produção de Knopfler e Fletcher, conciliar uma das melhores obras do gênero. Com músicas ora agitadas, ora mais calmas, mas sempre com a qualidade indiscutível dos diversos instrumentos que a banda usa. Destaque para a guitarra e o teclado.

Dou grande crédito às 4 músicas que considero as melhores, as 5 estrelas do disco: Bewildered, Your Own Sweet Way, Run me Down e Feel Like Going Home. A primeira lembra muito as músicas de Toy Story; a segunda é cantada por Knopfler e tem arranjos de guitarra geniais no final; a terceira tem um estilo bem Country, quase pendendo para o Twist, e tem arranjos de teclado geniais; por fim, Feel Like Going Home tem uma melodia muito suave, agradável e uma excelente atuação dos guitarristas da banda.

A banda nunca mais lançou álbuns, mas vez em quando se reúne para fazer shows pela Europa. Mark Knopfler na ativa!

Download: FilesTube

Excelente álbum, ganhou um 4 estrelas merecidíssimo do chato de galochas AllMusic. Vale a pena baixar e ouvir!

Um abraço, e até a próxima!

sábado, 20 de março de 2010

Emoção, dança e MUITA alegria!

Se eu tivesse de dar um título à festa que tivemos hoje, seria esse. Apesar de que ele não exprime, nem ao mínimo, tudo o que sentimos hoje. Muita gente alegre, dançando, alguns chorando (de alegria, emoção, etc), muitas cores, luzes, sons, tatos, gostos, sentimentos... Tudo isso misturado, tudo num turbilhão de tudo que o corpo humano é capaz de sentir - e talvez até um pouco além. Nunca esqueceremos essa noite, que com certeza, será conhecida pra sempre como "aquela que não acabou". Jamais me senti mais alegre, solto e à vontade do que ali, junto dos meus amigos, numa pista de dança (e olha que nem dançar eu sei!). Sem dúvida, memorável. E mais do que isso: inesquecível.

Sem mais palavras. Só precisava descrever isso de alguma forma, compartilhar, escrever, pôr pra fora, sei lá. Ainda que ninguém leia esse blog (xD), eu precisava fazer isso. O êxtase dura até agora, e olha que já são 23 horas sem dormir.

Única descrição que eu posso dar: indescritível!

Um forte abraço a todos vocês, meus amigos, companheiros, colegas, seja o que for, por me proporcionarem esse momento! Amo-os muito mesmo!

sábado, 13 de março de 2010

O cinema e o terror psicológico

Ultimamente, megaproduções milionárias, cheias de efeitos especiais, e, mais recentemente, em 3D, têm sido a grande jogada dos produtores de filmes ao redor do globo para adquirir grande público e fazer "aquela" grana fácil. Os filmes que prezam mais pelo roteiro, considerados "intelectuais", sempre estiveram à margem desse sucesso, seja porquê as pessoas não se interessam por eles, seja porquê não os compreendem.

Mas dessa vez, depois do grande sucesso de Avatar, chega às telonas uma dessas pérolas do cinema mundial, estrelado por Leonardo de Caprio (aliás, um ator que construiu sua carreira em cima dessas megaproduções): Ilha do Medo.

O filme seria lançado ano passado, mas os produtores acharam que não seria uma boa ideia disputar bilheteria com Avatar. Sábia decisão...

Sem muitos efeitos especiais, com um roteiro fantástico baseado no mais puro e belo terror psicológico, ao melhor estilo Edgar Allan Poe, e uma bela atuação do elenco que o compõe, Ilha do Medo, do diretor Martin Scorsese, se passa nos anos 50, e conta a história de Teddy Daniels, um investigador federal que é chamado para averiguar a fuga de uma paciente de um manicômio. Parece simples? Acontece que o manicômio fica numa ilha no meio do mar, e sua segurança é a mais reforçada do país, pois lá estão os tipos mais perigosos de doentes mentais. O único jeito de sair ou entrar lá é através de uma balsa que sai pontualmente em algumas manhãs. Teddy e seu parceiro, Chuck, se deparam com um mistério envolvente, sombras do passado de Teddy (sua mulher morta num incêndio, e o fato de ter servido aos EUA na 2ª Guerra Mundial) e muito suspense. O espectador logo se percebe tomado pelo clima de mistério, conspiração e terror psicológico contra a mente do personagem principal - e de si próprio, já que tem que tomar suas próprias conclusões quando os fatos lhe são apresentados.

Com um desfecho totalmente inusitado e apavorante, Ilha do Medo sem dúvida merece um lugar nos registros da história como um dos melhores filmes já produzidos. Mérito de Martin, dos roteiristas e de todo o elenco, em especial aqueles que interpretam os doentes mentais, por uma excepcional e convincente apresentação.

Ilha do Medo estreou essa sexta, dia 12 de março, e deve ficar umas duas semanas em cartaz. Portanto, não perca sua chance de apreciar esta verdadeira obra de arte em uma tela de 250 polegadas. Chega de tanto Avatar e Crepúsculo, né?!

Um abraço, e até a próxima!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

The Yellow Moon Band e o Rock psicodélico inglês

Olá, pessoal! Depois de um bom tempo sem dar as caras por aqui, resolvi passar pra postar álbuns de uma banda que eu "descobri" ano passado: The Yellow Moon Band.

Ela é muito recente e só lançou um CD até agora, no início do ano passado, que segue a linha do rock psicodélico, apesar de ser um pouco mais agitado e menos misterioso que o "verdadeiro" dito cujo, imortalizado em álbuns como The Division Bell, do Pink Floyd. É praticamente prog rock também.

A banda foi formada em 2007, na Inglaterra, pelos músicos Mathew Priest (Bateria), Rudy Carroll (Guitarra e Mandolin), Danny Hagan (Baixo), Jo Bartlett (Guitarra) e Ali Byworth (Bateria também). Seu primeiro - e único até aqui - álbum foi lançado em janeiro de 2009, entitulado Travels Into Several Remote Nations of the World (Viagens Às Nações Mais Remotas do Mundo, numa tradução livre), e foi baseado no subtítulo da obra As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.

TiSRNotW - até a sigla é grande!

O disco conta com músicas muito bem arranjadas, com guitarras e baterias muito bem tocadas e um ótimo uso do Mandolin. O álbum é praticamente instrumental, a não ser por um simplório vocal (Pa pa pa ra pa pa pa ra ra ra ra pa....) na primeira música, Polaris, e dois ou três parágrafos de letra na segunda, Chimney, que é cantado por todos, ou quase todos, os membros da banda.

Na minha modesta opinião, as duas primeiras músicas são as melhores. As outras são muito boas também, mas as duas primeiras, como "comissão de frente" do CD, são bem animadas e muito bem executadas. Vale a pena baixar e conferir! Tenho certeza que depois de ouvi-lo ficarão ansiosos pelo próximo álbum dessa recente, porém ótima, banda.

Infelizmente não encontrei nenhum link confiável para baixar o CD de uma vez só. Mas abaixo segue o link para download das 7, separadas. Talvez achem até melhor, pois podem baixar as duas primeiras e ver de cara a qualidade da banda.

4Shared

Segue a ordem das faixas para vocês arrumarem depois:

  1. Polaris
  2. Chimney
  3. Entangled
  4. Maybach
  5. Focussed
  6. Domini
  7. Lunadelica
Um abraço, e até a próxima!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O pai dos pobres e a Lei de Contravenções Penais

Todos aqueles que são espectadores assíduos do programa CQC, da Rede Bandeirantes, devem ter assistido ao episódio de ontem, do dia 9 de novembro. Aqueles que não assistiram, situar-los-ei: uma das matérias protagonizada pelo repórter Danilo Gentili foi sobre uma lei "ressuscitada" pela cidade de Assis, em SP, sobre pessoas que dedicam-se, nas ruas, ao secular hábito do ócio. A notícia acabou sendo não só do CQC como de vários outros veículos jornalísticos do país.

Manchete no jornal local sobre a lei, intitulada "Tolerância Zero" (clique na imagem para vê-la maior)

Vamos por partes: a lei a que me refiro é o artigo nº 59 do capítulo VII da Lei de Contravenções Penais do Brasil, instituída no país em 1941 pelo Excelentíssimo Sr. Getúlio Vargas, então presidente da nação. Em suma, é uma lista de todas as ações consideradas indevidas, infratoras ou contrárias à lei brasileira. Acontece que a Constituição que usamos é de 1988, e entre as duas existe uma série de contradições que tornam muitas dessas Contravenções totalmente incabíveis - como é o caso da que falamos.

Transcrevo-a aqui:

Art. 59 - Entregar-se alguém habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência, ou prover a própria subsistência mediante ocupação ilícita:

Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses.

Parágrafo único - A aquisição superveniente de renda, que assegure ao condenado meios bastantes de subsistência, extingue a pena.


Trocando em miúdos, a lei diz que qualquer pessoa em condições de trabalho que for pega nas ruas fazendo absolutamente nada será detida, em pena de 15 dias a 3 meses. Aqueles que obtêm dinheiro de formas ilícitas (como, por exemplo, jogos de azar) também estão enquadrados. Note que o artigo nada fala sobre "15 dias de aviso prévio ao infrator", como foi dito pelo delegado da seção onde Gentili foi autuado.

Esta lei, datada de 1941, nada mais era, na época, uma forma de Getúlio Vargas garantir ao país mão de obra suficiente para o desenvolvimento industrial da nação, e ainda de quebra impedir que os chamados "vagabundos" ficassem pelas ruas, cometendo possíveis delitos.

Se esse parágrafo já te pareceu absurdo mesmo naquela época, imagine agora. Depois de 20 anos de ditadura, o brasileiro abomina, tem trauma, de qualquer tipo de limitação de um dos mais básicos Direitos Humanos, garantido por leis internacionais: a do livre arbítrio. É dito, claramente, que toda pessoa tem o direito à liberdade, ou seja, o direito de ir e vir, de qualquer lugar a qualquer lugar, na hora em que bem entender. O fato de um mendigo beber deitado em uma praça não fere nenhum outro artigo da Constituição. E a Constituição é Stephanny absoluta.

Fora que isso é bem uma hipocrisia. "Qualquer pessoa apta a trabalhar". Mas apta em que sentido? Fisicamente? O mundo evoluiu, a tecnologia avançou, o mercado de trabalho absorveu as máquinas e descartou mão-de-obra não-especializada. Como o governo espera que pessoas sem instrução consigam um emprego num estalo de dedos? Se em vez de correr atrás de cidadãos desfavorecidos pela sociedade a polícia se ocupasse com verdadeiros criminosos, e o poder público se preocupasse em gerar emprego e renda a essas pessoas, aí sim teríamos uma queda na criminalidade. Não só lá em Assis, cidade de São Paulo, mais rico e bem desenvolvido estado do Brasil. Não só lá no sudeste, onde tudo é lindo, maravilhoso, avançado e civilizado. Mas também aqui, no norte, onde mato e assassinatos à pexeira são aspectos cotidianos das tribos cidades. Também aqui no Pará, onde a falta de preocupação com a saúde pública nos leva a um surto de doença de Chagas em pleno século XXI - e o IDH descendo...

E pra finalizar, vejam que interessante isso que eu achei no Código de Direito Penal brasileiro, capítulo VI ("Da Liberdade Provisóra, com ou sem Fiança"), artigo 323:

Artigo 323 - Não será concedida fiança:
(...)
II - nas contravenções tipificadas nos arts. 59 e 60 da Lei das Contravenções Penais
(...)


O que até faz certo sentido, se não uma redundância, já que um "vadio" não teria dinheiro algum pra pagar a fiança... Ah, e a saber:

Art. 60 - Mendigar, por ociosidade ou cupidez:

Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses.

Parágrafo único - Aumenta-se a pena de um sexto a um terço, se a contravenção é praticada:

a) de modo vexatório, ameaçador ou fraudulento;

b) mediante simulação de moléstia ou deformidade;

c) em companhia de alienado ou de menor de 18 (dezoito) anos.


Pois é. E dá-lhe nos mendigos. Vai que essa moda pega? O pessoal da praça da República que se cuide!

Procurando bem, até que essa LCP tem umas coisinhas legais. O artigo 65º, por exemplo, é bem útil. Dava pra ter enquadrado minha irmã nele umas trocentas vezes.

Esperando não ter esquecido nada, despeço-me. E perdoem-me se minha abordagem de ideias tiver ficado um pouco confusa. É uma hora da manhã, muita informação pra dissertar. Coesão vai pro espaço.

Abraço, e até a próxima!

Perturbação da tranqüilidade

Art. 65 - Molestar alguém ou perturbar-lhe a tranqüilidade, por acinte ou por motivo reprovável:

Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou multa.

sábado, 10 de outubro de 2009

Um estalo e meu muito obrigado!

Pode parecer bem corriqueiro, mas é importante pra mim. Este post é especialmente dedicado à minha família e a todos os meus amigos. É dedicado a eles porquê sei o quanto são importantes... Não, indispensáveis, na minha vida. É muito fácil se rodear de pessoas nas festas e horas felizes, mas só os seus verdadeiros companheiros permanecerão quando vier a estiagem, as horas tristes.

Seja emprestando livros, me oferecendo palavras de sabedoria e carinho, deixando recados e depoimentos no Orkut, vocês todos me fazem alguém muito feliz, e muito mais completo do que me julgo ser. Peço que contem sempre comigo, pois estejam certos de que ajudarei-os quando mais precisarem - assim como fazem comigo nesse momento.

Nomes não foram citados de propósito. Aqueles a quem estou me referindo sabem que o são. E não pensem que este post contradiza o que fiz antes, a respeito das relações humanas. Certamente que continuarei a procurar a "outra metade" - mas com a certeza de que todos esses estarão ao meu lado, e que não devo me sentir só ou infeliz enquanto não a encontro.

A todos vocês, meu muito obrigado. Amo todos vocês!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MPN 2009 e o bom gosto do público jovem brasileiro

Só música e críticas sociais por aqui; tá na hora de descontrair um pouco. Então resolvi falar sobre um eventozinho que pouca gente sem TV por assinatura conhece: os Meus Prêmios Nick 2009.



Basicamente uma versão nacional do Kid's Choice Awards, um evento promovido pelo canal de TV fechada Nickelodeon nos EUA, os Meus Prêmios Nick premiam pessoas, brasileiras ou não, que se... destacaram em diferentes categorias escolhidas pelos organizadores. Os indicados são votados por quem não tem o que fazer quiser, no site da Nick, via celular, etc.

A edição desse ano contou com um monte de bandas podres algumas bandas brasileiras, uma italiana e uma venezuelana. Entre elas, o Skank.


Skank tocando "Ainda Gosto Dela". Legal, mas eles têm melhores...

Algumas das categorias tinham vencedores premeditados, pela obviedade do gosto do público jovem que participa dessas coisas. Por exemplo, a categoria Filme do Ano teve como indicados:

Crepúsculo
High School Musical 3: Ano da Formatura
Se Eu Fosse Você 2
Harry Potter e o Enigma do Principe

Algum chute do ganhador? Claro que só podia ser Crepúsculo. O prêmio (um troféu laranja em forma de dirigível com o logo da Nickelodeon chamado Zeppy, analogia ao Zeppelin) foi entregue a Edward Cullen, o porfírico, que (claro) não pôde comparecer ao evento. Ele apenas gravou um tape pra ser exibido na premiação agradecendo o balão.

Olha a cara de tédio do cara ao receber um prêmio a qual ele nem sabia que estava concorrendo

Depoimento dele com o Zeppy na mão: "Olá, Brasil! Eu, Edward Cullen, agradeço em nome de todo o elenco do Crepúsculo por esse maravilhoso *tosse* prêmio que recebemos. Infelizmente não podemos estar aí pra sentir essa magia, toda essa energia que vem de vocês - mas é que a gente tem coisa melhor pra fazer"

Uma das únicas categorias justas foi a de humorista. Marcelo Adnet ganhou - dava pra ser diferente?

Aliás, o Oscar Filho (Pequeno Pônei) concorreu nessa categoria. Ele apresentou uma outra, ao lado da Stefhanny (aquela do CrossFox, do YouTube, lembram?). O CQC concorreu na categoria Programa de TV Favorito, ao lado de Hannah Montana, Pânico e Isa TKM. Por mais absurdo que pareça, a maioria dos 23 milhões de desocupados votantes escolheu pelo programa Pânico. Sinceramente, não vejo qualidade naquilo. Só no MPN pra eles ganharem do CQC mesmo.

Uma das pérolas da noite ficou a cargo de Cláudia Leite, vencedora da categoria Cantor ou Cantora do Ano. Como ela também tinha coisa melhor pra fazer, não compareceu à premiação; apenas recebeu o prêmio. Em vídeo gravado para exibir no programa, ela demonstrou toda a sua falsidade euforia em ganhar um prêmio dessa magnitude ao declarar: "Obrigada, galera da Níquelôdeôm!". Nada contra os [cariocas com alma de] baianos, visse?

Depois de ver o CQC perdendo pro programinha barato da RedeTV!, nada mais me surpreendeu. Nem mesmo o Skank perdendo na categoria Banda Favorita para o NX Zero. Era de se esperar, não?


Show da banda Cine. Rafael Cortéz: "São aqueles meio viadinhos?"

O mais incrível foi a - com o perdão da expressão chula - pagação de pau pro Bob Esponja. Fizeram filminho de homenagem e tudo. É que esse ano ele faz 10 anos. Foi em 1999 que essa esponjinha estranha, que adora contrariar as leis de tudo quanto é ciência, apareceu pela primeira vez na TV. Parece que foi ontem, não?

Agora, adivinhem em que categorias o porífero ganhou. Sim, a de Desenho Animado Favorito é o óbvio. Mas duvido que acertem a outra. Ó, vou dar uma dica:



...Não ajudou muito, né? Ok, eu digo. É a categoria Personalidade do Ano, onde Bob e Obama concorreram juntos. Obama ganhou, mas a secretaria meia-boca da Nick do Brasil não conseguiu falar nem com o faxineiro da Casa Branca É claro que o nosso queridíssimo invertebrado ganhou, de lavada!

Por último, e não menos importante, tivemos um mané o Lucas, da banda Frescno, tomando um banho de Slime - uma gosma verde que eles dizem ter uma receita super-secreta, quem sabe de alcachofra com babosa, hiper nutritiva pra pele e pro cabelo.


AAAHH, lá se vai minha chapinha! ><'

Mas cá pra nós, é só Amoeba.



E diluída em água, que é pra render mais.

Até a próxima!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O resfriamento das relações e a racionalização do amor

Bonito título, não? Parece até tema de dissertação de mestrado. Mas não é. É apenas uma reflexão de alguém que já está cansado de ver isso acontecer.

Algumas vezes na vida ouvi que entregar-se de corpo e alma a um amor, dedicar-se integralmente a ele, é pura besteira; ocupa nosso tempo, nos faz jogar nossa vida fora e não traz benefício algum no fim das contas. De fato; muitas vezes, o relacionamento não dá certo, e acabamos com a sensação de que aqueles momentos que separamos exclusivamente para ele foram em vão. Não devemos, então, nos prender a uma pessoa, e sim sermos livres para ir e fazer o que nos der na telha; afinal, em nada contribuirá para a nossa formação aqueles períodos "inúteis" de nossa vida, não é mesmo?

Ora, mesmo que isso seja verdade, é um conhecimento que não se pode passar de geração para geração. É um conhecimento que deve ser apreendido do convívio, das situações pelo qual passamos ao decorrer dos nossos dias. Não é questão de "cometer os mesmos erros dos meus pais", ou coisa parecida. É questão de ser... um ciclo! Todos nascemos, crescemos, nos relacionamos, nos reproduzimos, envelhecemos e morremos. O que move o homem não são as respostas; são as perguntas. É a sua curiosidade de conhecer, de aprender, de vivenciar. Como pode, então, um adolescente de 17, 18 anos dizer que "já viu tudo, não tem nada mais para aprender, já é maduro o suficiente para dizer, com toda a certeza, que amar é uma bobagem. Que se relacionar não traz benefícios; é puro desejo, é puro capricho de nossos corações."? Isso não existe. É pura soberba, é puro egoísmo, pura vaidade.

O amor não é uma substância que compramos em farmácia e tomamos. Amor não é, tampouco, uma flechinha que nos é atirada por um anjo de fraldas. É um sentimento, e quando eu digo sentimento, quero dizer que não faz parte da racionalidade. Dizem que o amor é cego, mudo e surdo exatamente por isso; ele vai contra todos os dogmas, todos os preconceitos, todas as implicações que um olhar científico imprime. "Amor é pra sentir, não pra entender", já dizia o poeta. Se racionalizarmos o amor, não teremos filhos com aqueles pelo qual realmente temos apreço, e sim com aqueles que nos pareçam mais "aptos a sobreviver", ou que nos pareça "a decisão mais lógica", etc.

Mas mais soberba e vaidade ainda é achar que podemos ser felizes sozinhos. O ser humano não é assim. Essa não é a nossa natureza. Desde pequenos, precisamos de figuras próximas de nós para tudo; seja para nos alimentar, nos dar apoio emocional, educativo, psicológico, compartilhar e discutir ideias e opiniões. Esse papel é feito pela nossa família e pelos nossos amigos. Mas há sempre aqueles com quem nos identificamos mais, que são mais próximos de nós; a esses, chamamos de melhores amigos, pois são eles que estão do nosso lado, entendem como nos sentimos e dão ótimos conselhos para as dificuldades que enfrentamos na vida. E no meio desse grupo, há sempre um que nos cativa mais que os outros. Seja por ele ser mais verdadeiro, ou mais carinhoso, ou mais atencioso, ou mais inteligente, ou mais - por que não? - bonito. Para com esse temos um sentimento ainda mais profundo, criaremos uma relação ainda mais estreita. A isso damos o nome de amor. E é esse valor que está se perdendo hoje em dia, seja pela incredulidade de nossa geração ou mesmo pela falta de interesse nele. O que "tá na onda" hoje em dia é "ficar" - namorar é super careta, bicho.

E isso nos traz à reflexão: o que leva uma pessoa a ter essa visão de mundo? O que leva uma pessoa a não acreditar no amor, ou julgá-lo não essencial para a plena felicidade de si ou de outrem? Uma decepção amorosa muito forte, talvez? Medo de não gostar - ou até mesmo de gostar e sentir-se fraca, impotente diante daquele sentimento que a controla, e não o contrário? São todas divagações que podemos fazer. Mas uma coisa é certa: enquanto essa pessoa não abrir a mente, enquanto ela permanecer sempre no seu mesmo mundinho enclausurado, egoísta e boçal, e enquanto achar que o resto do planeta gira em torno de si e de suas ideias (que, por sinal, julga serem absolutas), ela jamais sentir-se-á satisfeita, feliz e completa.

E tenho dito.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dire Straits e o bicampeonato de melhor banda inglesa (!)

Atendendo a pedidos do meu queridíssimo amigo Pedro (e por amar a banda também), venho aqui postar um álbum da banda Dire Straits, cujo vocalista, Mark Knopfler, está ali do lado, ó, na minha imagem de exibição ->

Eu realmente não estou com vontade de postar os 6 álbuns da carreira deles, então vou postar uma coletânea que reúne as melhores músicas dos camaradas.

Eu tenho esse DVD, háá!

Formada em 1977 por Mark Knopfler (guitarrista e vocalista), seu irmão mais novo, David Knopfler (guitarra e vocais), John Illsley (baixo e vocais) e Pick Withers (bateria e percussão), a banda recebeu esse nome (numa tradução livre, "em farrapos", ou qualquer coisa sinônima de "estar na bancarrota") por causa da péssima situação financeira dos membros na época. Apesar de ter nascido quando a onda pop e o movimento punk rock (o qual, segundo Dado Dolabella, João Gordo traiu) estavam em ascensão, eles tocam um rock mais setentista - o estilo que todos preferem, é claro.

Tudo começou com uma fita demo que eles levaram para o DJ Charlie Gillett, que tinha um show chamado "Honky Tonk" na Rádio BBC de Londres. A banda só queria conselhos, mas Charlie gostou tanto da música deles que tocou Sultans of Swing (que viria a ser, mais tarde, seu maior hit) no seu show. Dois meses depois, Dire Straits assinou um contrato com a gravadora Phonogram Records.

Sultans of Swing: The Very Best of Dire Straits, lançado em agosto de 1998 (relançado com DVD em 2002), reúne os 16 maiores sucessos de seus 6 álbuns. São eles:

Sultans of Swing, do álbum Dire Straits, de 1978
Lady Writer, do álbum Communiqué, de 1979
Romeo and Juliet, do álbum Making Movies, de 1980
Tunnel of Love, idem
Private Investigations, do álbum Love Over Gold, de 1982
Twisting by the Pool, do EP ExtendedancEPlay, de 1983
Love over Gold, do álbum ao vivo Alchemy: Dire Straits Live, de 1984
So Far Away, do álbum Brothers in Arms, de 1985
Money for Nothing, idem
Brothers in Arms, idem
Walk of Life, idem
Calling Elvis, do álbum On Every Street, de 1991
Heavy Fuel, idem
On Every Street, idem
Your Latest Trick, do álbum ao vivo On The Night, de 1993
Local Hero/Wild Theme, idem

Sendo os coloridos os destaques.

Indiscutivelmente o maior hit da banda, Sultans of Swing possui um estilo que (me enoja dizer isso, mas...) lembra o brega paraense. De fato, o estilo é precursor das porcarias que temos hoje, mas naquela época as coisas eram bem mais trabalhadas. As guitarradas são o forte da banda, e o ritmo marcado pela percussão também é muito bacana. Dançante até.

Mais ou menos no mesmo estilo da anterior, Lady Writer tem uma guitarra bem executada e uns vocais interessantes.

Considerada pelos críticos uma das melhores músicas deles, Romeu and Juliet é mais romântica, como o nome sugere. A guitarra é mais comportada e o ritmo, apesar de um pouco triste, é bastante legal.

Com uma introdução que mais parece daqueles desenhos antigos, que cresce com um teclado e uma guitarra cativantes, Tunnel of Love tem arranjos maravilhosos e um ritmo indiscutivelmente digno de destaque. Pick Withers se superou aqui.

Introdução legal também, So Far Away tem um ritmo pacato e energizante ao mesmo tempo.

Money for Nothing talvez seja uma das mais conhecidas deles, e tem um clipe bem estranhinho. O ritmo é bem legal, marcado com bateria e guitarras bem executadas. Saca só o refrão da música: "É assim que se faz; dinheiro pra nada e putas de graça". Fala da MTV também. Vai ver foi a empolgação de finalmente não ser mais "Dire Straits" de fato.

Super divertida e cativante, Walk of Life é, pra mim, uma das melhores músicas da banda. Ritmo dançante, com guitarras, baixo, bateria e vocais muito bem harmonizados. Quem vê o vídeo da música percebe a felicidade dos membros ao tocá-la. É contagiante.

Heavy Fuel conta com uma introdução mais "bad boy", e tem um ritmo idem. É, eu sou mesmo péssimo em descrever músicas, mas garanto: essa é legal. Só ouvindo pra saber.

Sem dúvida a obra-prima da banda, Your Latest Trick tem uma percussão show de bola e um solo de sax perfeito. Além do ritmo super envolvente, das guitarras bem colocadas, do trabalho maravilhoso do saxofonista Chris White e do teclado excepcional, a música conta ainda com o instrumento predileto do Ben Harper: a Pad Guitar! Do início ao fim, maestral em sua composição.

As outras, apesar de eu não ter dado destaque, são também muito boas. Twisting by the Pool, por exemplo é puro... twist! E Local Hero/Wild Theme é um solo de guitarra maravilhoso performado por Mark Knopfler.

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Escutem, e, se puderem, comprem o DVD. É muito bom, vale MESMO a pena! Só pra terem uma ideia do quanto os caras são bons, eles ganharam o prêmio de melhor banda inglesa DUAS vezes: em 1983 e em 1986. Eu disse INGLESA. Não é pra qualquer um não. Nem o Jethro, né, Pedro?

Até!